Casos de ataques físicos contra investidores de criptomoedas cresceram drasticamente em 2025. Segundo informações divulgadas pela Bloomberg, os incidentes envolvendo sequestros, extorsão e violência contra donos de Bitcoin e outras criptos aumentaram cerca de 75% neste ano.
Até o momento, já foram confirmados pelo menos 72 casos envolvendo perdas superiores a US$ 41 milhões em criptomoedas. Especialistas acreditam que o número real pode ser ainda maior, já que muitas vítimas preferem não registrar ocorrência e acabam pagando os criminosos diretamente.
Por que investidores de criptomoedas estão virando alvo?
Um dos principais problemas está justamente em uma das características mais conhecidas das criptomoedas: a blockchain pública. Transações de Bitcoin e diversas outras moedas digitais podem ser visualizadas por qualquer pessoa, permitindo rastrear movimentações milionárias e carteiras com grandes quantias. Combinando dados vazados, redes sociais e ferramentas de análise blockchain, criminosos conseguem identificar potenciais vítimas com muito mais facilidade.
O que são “whales” no mercado cripto?
No universo das criptomoedas, investidores que possuem grandes quantidades de ativos digitais são conhecidos como “whales” — ou baleias. Esses usuários costumam movimentar milhões de dólares em Bitcoin, Ethereum e outras moedas digitais. Por possuírem grandes fortunas armazenadas digitalmente, acabam se tornando alvos extremamente atraentes para criminosos.
Empresas já estão investindo em segurança privada
O aumento da violência fez crescer rapidamente a procura por serviços de segurança física especializados em criptomoedas. Segundo empresas do setor, pedidos de proteção para executivos e investidores cripto passaram de ocasionais para semanais nos últimos anos. Algumas companhias do setor já estariam investindo em segurança no mesmo nível de grandes bancos, empresas petrolíferas e indústrias farmacêuticas.
Como investidores estão tentando se proteger?
Além da contratação de segurança privada, investidores passaram a adotar novas estratégias para reduzir riscos durante invasões e tentativas de extorsão.
Entre as medidas utilizadas estão:
- Carteiras falsas com pequenas quantias
- Hardware wallets com modo de emergência
- Bloqueios temporais para transferências
- Separação de ativos em múltiplas carteiras
Essas soluções dificultam que criminosos tenham acesso imediato aos fundos mesmo sob coerção física.
Anonimato nas criptomoedas está cada vez menor
Embora muitas pessoas ainda associem criptomoedas ao anonimato, especialistas afirmam que isso está ficando cada vez mais difícil. Ferramentas modernas de análise blockchain conseguem cruzar dados públicos, transações e vazamentos de informações pessoais. Em muitos casos, usuários sequer sabem que sua identidade já foi vinculada a uma carteira digital.
Crimes envolvendo Bitcoin continuam crescendo
O crescimento do valor do Bitcoin nos últimos anos também ajudou a aumentar o interesse de criminosos. Mesmo após quedas recentes no mercado, poucas unidades da criptomoeda ainda representam fortunas milionárias. Com isso, especialistas alertam que investidores com grandes quantias em ativos digitais precisam começar a tratar segurança física como prioridade.
Vale a pena deixar criptomoedas expostas?
Especialistas recomendam evitar exibir grandes ganhos financeiros ligados a criptomoedas em redes sociais ou ambientes públicos. Quanto menor a exposição, menor a chance de se tornar alvo de criminosos. Além disso, práticas básicas de segurança digital e física podem fazer enorme diferença para proteger patrimônio e privacidade.
