Google anuncia Android 17 com blindagem contra espionagem de operadoras

Google anuncia Android 17 com blindagem contra espionagem de operadoras

📅 Artigo atualizado em 31/08/2026
✍️ Por Daniel Neri

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O Google anunciou um novo pacote de recursos de segurança para o Android 17, com medidas destinadas a dificultar o monitoramento da atividade dos usuários por operadoras, provedores de internet e criminosos. As novidades atuam principalmente sobre a comunicação em rede, conexões móveis e dispositivos conectados ao Wi-Fi doméstico.

Entre os principais recursos está o suporte nativo ao Encrypted Client Hello (ECH), tecnologia que aumenta a privacidade durante o acesso a sites e serviços online ao ocultar informações que poderiam ser observadas por intermediários da rede.

Android 17 esconde sites acessados pelo usuário

Mesmo quando uma conexão utiliza HTTPS, determinadas informações sobre o destino da comunicação podem permanecer visíveis para operadores de rede. Isso ocorre porque, antes do estabelecimento completo da conexão criptografada, o nome do domínio acessado pode ser exposto.

O ECH modifica esse processo ao criptografar também o nome do site de destino desde o início da conexão. Dessa forma, operadoras e outros intermediários têm mais dificuldade para identificar quais sites ou serviços o usuário está acessando.

Segundo o Google, a medida ajuda a impedir que informações sobre os hábitos de navegação sejam utilizadas para criar perfis comerciais sem autorização, realizar ataques direcionados ou aplicar formas de censura baseadas no tráfego de internet.

Explicando a tecnologia

O que é Encrypted Client Hello (ECH)?

Encrypted Client Hello, ou ECH, é uma tecnologia que protege informações presentes no início de uma conexão HTTPS, incluindo o nome do site que o usuário pretende acessar. Dessa forma, intermediários da rede têm menos informações para identificar os destinos das conexões.

Android 17 também combate ataques com SMS blasters

Outra frente de segurança abordada pelo Android 17 são os chamados SMS blasters, equipamentos utilizados em determinados golpes para forçar celulares próximos a se conectarem a redes móveis antigas.

Esses dispositivos podem transmitir sinais de rádio com potência suficiente para induzir aparelhos compatíveis a abandonar conexões 4G ou 5G e utilizar redes 2G. Como essa tecnologia possui mecanismos de segurança mais antigos, criminosos podem explorá-la para enviar mensagens fraudulentas e links maliciosos.

O Android 17 permitirá que operadoras parceiras desativem a conectividade 2G por padrão para seus clientes. Com isso, o usuário não precisará necessariamente acessar as configurações do aparelho para impedir que o smartphone utilize essa tecnologia de rede.

Aplicativos terão mais restrições para acessar a rede Wi-Fi

O Google também está aumentando o controle sobre a maneira como aplicativos identificam dispositivos presentes na mesma rede local. No Android 17, aplicativos instalados no smartphone precisarão de autorização específica para escanear dispositivos conectados à rede Wi-Fi.

A mudança afeta situações em que um aplicativo tenta identificar aparelhos como televisores inteligentes, impressoras, câmeras de segurança e outros dispositivos conectados ao roteador doméstico.

Antes, determinados aplicativos que possuíam permissões básicas relacionadas à internet podiam realizar esse tipo de mapeamento sem uma autorização específica. A nova exigência reduz a quantidade de informações que programas podem coletar sobre o ambiente conectado do usuário.

Google prepara Android 17 para novas ameaças

O pacote de segurança também inclui mudanças relacionadas à infraestrutura de certificados digitais. O objetivo é aumentar a transparência sobre o registro desses certificados e dificultar a criação de páginas fraudulentas que utilizem mecanismos de autenticação para aparentar legitimidade.

O Android 17 ainda incorpora mecanismos voltados à preparação da assinatura de aplicativos para um cenário de computação quântica. A ideia é antecipar a adoção de tecnologias criptográficas capazes de resistir a futuras ameaças criadas por computadores quânticos.

Mais privacidade para usuários do Android

As mudanças mostram que a segurança do Android 17 vai além da proteção tradicional contra aplicativos maliciosos. O Google está ampliando as defesas para diferentes pontos da comunicação, desde a identificação de sites acessados até a conexão do celular com redes móveis e dispositivos presentes na residência.

O suporte ao ECH reduz a quantidade de informações que intermediários conseguem observar, enquanto o bloqueio opcional do 2G ajuda a combater ataques baseados em redes móveis antigas. Já as novas permissões para descoberta de dispositivos dificultam que aplicativos mapeiem silenciosamente a rede doméstica.

Com essas medidas, o Android 17 busca tornar mais difícil a coleta indiscriminada de informações sobre o comportamento dos usuários e reduzir algumas das técnicas utilizadas atualmente para explorar conexões móveis e redes locais.

Daniel Neri
Sobre o autor

Daniel Neri é desenvolvedor e criador do CompareCelular. Responsável pelo desenvolvimento da plataforma, organização da base de dados de smartphones e produção de conteúdos relacionados ao universo da tecnologia móvel.

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